IM RAUSCHEN ROT

for double bass, percussion quartet and electronics (2010)

first performance: fundação gulbenkian, lisboa
double bass: edicson ruiz
drumming grupo de percussão - miquel bernat, direction
electronics: luís antunes pena

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notes:

Esta peça pertence a um conjunto de obras nas quais o principal objecto de trabalho é o ruído (entre as quais se conta Fragments of Noise and Blood de 2009). O ruído como som (do Inglês Noises ou do Alemão Geräusch) e o mesmo ruído como informação (Noise/Rauschen).

Esta pesquisa em torno de sons que normalmente não fazem parte do repertório da música instrumental contemporânea tem em comum um aspecto musical: o ritmo. O som que é ritmo devido às suas qualidades intrínsecas. É partindo deste princípio que se cria uma grande variedade de instrumentos (alguns dos quais propositadamente construídos para o efeito) em que a iteração ao nível microscópico é a característica comum. Entre estes instrumentos contam-se as pedras de granito, as lixas ou instrumentos eléctricos como o piezzo.

No mesmo contexto, o contrabaixo move-se entre num universo rítmico em que a pulsação é destruída dando lugar a uma "quasi" regularidade.

De certo modo, a forma da peça assume um lado convencional onde o contrabaixo é tratado como um verdadeiro instrumento solista. As percussões, por outro lado, são tratadas de modo a soarem como um contrabaixo fazendo do todo um grande instrumento híbrido.

Im Rauschen Rot poderá ser traduzido para Português por "Em Ruído Vermelho".

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